Observando o Medo
Imagem de Joice Kelly @joicekelly (Unsplash)
“Pode-se optar por recuar para a segurança ou avançar para o crescimento. O crescimento precisa ser escolhido repetidamente, o medo precisa ser superado repetidamente.” — Abraham Maslow
Recentemente, li essas palavras do renomado psicólogo Abraham Maslow e fiquei refletindo sobre a relação entre crescimento e medo. Todos nós já nos encontramos em situações em que as decisões são tomadas sob a influência do medo. Nossas ações, ou a falta delas, acabam sendo um reflexo de uma mente tomada pela incerteza — e a incerteza gera insegurança, o que, por sua vez, alimenta o medo.
No meu caso, sou alguém que costuma pensar bastante antes de tomar decisões importantes, e posso dizer que, em diversas ocasiões, já me arrependi de não ter agido devido ao receio do desconhecido. O medo da incerteza me levou a manter o status quo. Embora não tenha enfrentado consequências graves por isso, acredito que teria experimentado mais alegrias e crescimento se tivesse optado por caminhos menos seguros. Não me refiro a decisões que envolvam alto risco, mas sim a escolhas cotidianas, umas mais sérias… outras triviais… mas que comumente nos tiram o sono.
O medo relacionado ao futuro é algo bastante comum. Porém, como dizia o filósofo Sêneca; “Existem mais coisas susceptíveis de nos assustar do que de nos derrotar; sofremos mais na imaginação do que na realidade!”
“Existem mais coisas susceptíveis de nos assustar do que de nos derrotar; sofremos mais na imaginação do que na realidade!”
Se pensarmos bem, quando algo realmente sério acontece conosco, algo que foge ao nosso controle, a maioria de nós encontra uma maneira de lidar com a nova realidade, pois não há outra alternativa. No entanto, quando permitimos que o medo e a incerteza guiem nossas vidas, perdemos oportunidades incríveis de crescimento. Então, ao nos depararmos com uma decisão, é importante refletir: qual é a pior consequência que pode ocorrer se tentarmos algo novo e ousado? Se o pior cenário for algo com o qual podemos lidar, talvez seja o momento de mergulharmos de cabeça.
Na próxima vez que isso acontecer, reserve um tempo para se sentar e analisar a situação com calma. Preste atenção à sua respiração, observe a tensão no corpo e nas expressões faciais. Com plena consciência, respire profundamente, relaxe seu corpo e sua face, e entregue-se ao processo de investigação pessoal (se não conseguir relaxar de primeira, volte ao processo outras vezes). O resultado pode ser surpreendente. Tenho me esforçado para seguir esse caminho e, na próxima oportunidade, vou ouvir a mim mesma e aplicar este conselho.